"JESUS E O DINHEIRO"


ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
SUBSÍDIO LIÇÃO 10
TEMA: "JESUS E O DINHEIRO"


Alguns pontos fundamentais para melhor compreensão da lição:


1. O título se refere a "dinheiro" mas a proposta é mais abrangente; trataremos, portanto, de bens materiais.

2. Jesus nunca exigiu e não exige voto de pobreza.

3. Jesus não veio só para os pobres e ter dinheiro e ser rico não é condição determinante para Condenação Eterna.

 Sim, Jesus veio ao mundo, também, com o objetivo de evangelizar os pobres (Lc 4.18); seja pobre de espírito ou pobre de bens materiais. Jesus veio para todos e que fique claro (se é que ainda é necessário): ninguém tem lugar garantido no céu por ser pobre. Se assim fosse, bastava a todos abrir mão de todos os seus bens materiais para alcançar a Salvação.

 É claro que aprendemos no relato do dialogo de Jesus com o jovem rico e na sequência com os discípulos (Lc 18.18-30) que é certa a recompensa no céu para quem abre mão de dinheiro, riqueza, bens materiais para dedicar sua vida às coisas de Deus. Mas não nos esqueçamos do que é, do que significa dedicar a vida à obra, às coisas do Reino dos Céus; isso não se concretiza com apenas uma declaração pública, com uma admissão verbal ou escrita. É fundamental nos tornarmos discípulos, ou seja, imitadores de Jesus. E imitar Jesus representa uma série de renúncias a partir de um primeiro passo que pode ser o desapego à riqueza.

 Do mesmo episódio do dialogo de Jesus com o homem rico, conhecemos a famosa frase de Jesus, "é mais fácil entrar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no Reino de Deus" (Lc 18.25). Curiosamente, ainda dentro do Evangelho de Lucas, logo no capítulo seguinte (19) há o relato da conversão do publicano Zaqueu; um homem, provavelmente, de uma condição financeira inferior ao jovem rico, mas rico o suficiente para ser enquadrado na definição de Jesus sobre a dificuldade da salvação de um rico. No entanto, constatamos nestes dois episódios que a Salvação dos ricos não é dificultada por Deus; é dificultada pelo seus apegos excessivos ao dinheiro, às suas riquezas.

4. Jesus não promoveu luta de classes entre ricos e pobres, como os aproveitadores marxistas/socialistas/comunistas apregoam por aí.

O dinheiro e a injustiça social - Quando Deus criou o homem, Ele não estabeleceu que uns seriam mais ricos que os outros. Ao longo da história, essa diferença foi sendo estabelecida pelo conquista de terras através de disputas pessoais e familiares. Após a possessão de terras, foram sendo estabelecidas relações de posse entre pessoas: senhores, donos x servos, escravos. Com o decorrer dos séculos, as relações de posse foram sendo substituídas pelas relações de trabalho. Ao invés de termos donos de pessoas, hoje temos donos de meios de produção que pagam salários para trabalhadores. Em ambas as modalidade de relacionamento, em qualquer época, as diferenças sociais caracterizadas pela diferença de quantidade de dinheiro e bens foram e são estabelecidas e mantidas. Com esta diferença estabelecida, alguns tinham (e têm) muito enquanto outros têm pouco ou nada.

Qual a proposta de Jesus para a solução deste problema? Diferente do que apregoam muitos aproveitadores, os ensinamentos de Jesus em nada servem para justificar as doutrinas marxistas/socialistas/comunistas. Ou seja, Jesus não propôs uma transformação na estrutura social visando a promoção da igualdade onde todos teriam a mesma condição financeira. A proposta de Jesus para todo(a) injustiçado(a) (seja o pobre pelo rico, a mulher pelo homem, a viúva pela casada, o negro pelo branco, o doente pelo são, o ignorante/analfabeto pelo culto/estudado, etc) é a mudança de prioridade, é ignorar as coisas deste mundo em detrimento às coisas do Reino dos Céus. Jesus não propôs movimento social visando mudança de governo, mudança de partido, mudança de ideologia política. Jesus propôs mudança, renovação do entendimento (Rm 12.2), transformação completa de toda estrutura intelectual a partir do conhecimento da Palavra, dos Princípios, do Plano de Deus para nossas vidas.

5. O dinheiro não é um mal em si. O amor ao dinheiro, sim, conforme escreveu Paulo à I Timóteo 6.10: "O amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males".

6. Os benefícios do dinheiro: Segurança, comodidade, bem estar, sensação de prazer. Afinal o dinheiro garante moradia, carro, servos/empregados, médico/hospital, advogado/ juiz, privilégios do poder público, "amigos"/relações sociais, lazer, condições de passear, viajar, boa educação para os filhos.

Tudo isso é lícito e convém (referência à I Co 6.12).


7. Problemas do amor ao dinheiro: sensação de independência de Deus, acreditar que tudo que tem é por mérito próprio sem se dar conta de que Deus é quem determina e permite que cada um tenha o que tem (isso vale para os que crêem em Deus e os que não crêem).

. Jó, talvez, seja o melhor exemplo de desapego ao dinheiro. Tão rico a ponto de ser reconhecido "o maior que todos do Oriente" (Jó 1.3), perdeu tudo (fazendas, bois, jumentas, ovelhas, camelos e servos) e, no entanto, reagiu assim: "Nu saí do ventre de minha mãe e nu tornarei para lá; o Senhor o deu e o Senhor o tomou. Bendito seja o nome do Senhor!" (Jó 1.21).

  .Salomão que foi o rei mais rico de seu tempo, que saciou todos os seus desejos possíveis de serem comprados (Ec 2.4-10), reconheceu que "se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela" (Sl 127.1-2).

 .Através de Jeremias, o próprio Deus exorta: "Não se glorie o sábio na sua sabedoria nem se glorie o forte na sua força! Não se glorie o rico nas suas riquezas! Mas o que se gloriar, glorie-se nisto: Em me entender e me conhecer, que Eu Sou o Senhor que faço beneficência, juízo e justiça na Terra; porque destas coisas me agrado" (Jr 9.23-24).


7a. Tendência de se acomodar com os prazeres desta Terra experimentados pela carne, ignorando que nossa prioridade deve ser com o destino da nossa alma que é eterna e um dia entrará em outra dimensão (céu ou inferno) para permanecer eternamente. Ao alimentar a carne, satisfazer as faculdades mentais com os bens, as comodidades, os privilégios deste mundo comprados pelo dinheiro, a tendência é a mente e o coração desenvolver a idéia de que o paraíso é aqui na Terra.

7b. Tendência de se fechar para a atuação do Espírito Santo por praticar apenas obras da carne como prostituição, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios e coisas semelhantes (conferir Gl 5.19-21) com o objetivo de manter o que tem ou conquistar mais dinheiro e bens.


7c. O ser humano é, naturalmente, vaidoso, orgulhoso e competitivo. Como tratamos na lição passada, é inerente à natureza decaída do homem a constante comparação com o outro. Nesse exercício de vaidade, cada um busca se reconhecer como superior, melhor que o outro. E, nessa disputa, nada mais útil e eficiente que o dinheiro para alimentar seu ego. Pequenices, mesquinharias, "limitações", como definido no título da última lição, que são abandonadas por todos aqueles que nascem de novo.

8. A teologia da prosperidade. Como já destacamos, Deus tem recompensa certa para os que abandonam seus bens materiais, sua riqueza para dedicar sua vida às coisas do Reino dos Céus mas não tem o voto de pobreza como exigência para a Salvação. Como, também, já destacamos, ter dinheiro e usufruir do que ele pode pagar é lícito e convém, desde que sua conquista e sua posse não sejam meios para obras da carne (conforme listadas por Paulo em Gálatas 5.19-21). E estamos convencidos de que não convém ser excessivamente apegado ao dinheiro e suas benesses a ponto de ignorar a necessidade de intimidade com Deus, a necessidade de reconhecimento de soberania e controle de Deus sobre, inclusive, nossas posses; a ponto de ignorar que nossa prioridade deve ser o destino de nossa alma (céu ou inferno).

 No entanto, nem tudo é tão claro, tão evidente. Por isso, algumas teorias, algumas filosofias, algumas heresias ganham tanto espaço, tantas mentes e corações cristãos. Entre elas, a chamada teologia da prosperidade e seus adeptos que, em meio a tantas sutilezas, incorrem num erro fundamental: acreditar e propagar que prosperidade financeira é prova principal da fidelidade de Deus para os que O buscam.

A lição tópico por tópico:

INTRODUÇÃO - Os pontos que destacamos até agora podem ser administrados em qualquer tópico da lição, em qualquer momento da aula, inclusive serem utilizados como introdução da aula. Mas do texto de introdução da lição, considero relevante citar a maneira como os primeiros cristãos lidavam com o dinheiro, com seus bens. Relatado em Atos 1.42-47 e Atos 4.32.37, eles continuam sendo o melhor exemplo de convivência entre cristãos, do que é ser imitador de Cristo, especificamente, neste aspecto; no aspecto do tema da lição: no trato, na forma como lidar com o dinheiro.


I. O DINHEIRO, BENS E POSSES NAS PERSPECTIVAS SECULAR E CRISTÃ

1. Perspectiva Secular - Essa perspectiva secular definida no texto pode ser justificada da seguinte maneira: Ao longo da história a humanidade foi passando por diversas transformações da forma de pensar o mundo e as coisas relacionadas à este mundo. (Claro que aqui falamos de maneira generalizada, porque é assim que deve ser. As especificações, as exceções, quando necessárias, são feitas ou citadas no decorrer da aula, das discussões). Cada época, cada civilização, cada povo, sofreu sua influência, mas pelos resultados que podem ser constatados hoje todas convergindo para o mesmo fim: a substituição de visões, olhares, perspectivas teológicas e metafísicas por visões, olhares, perspectivas extremamente científica, lógica, positivista. Assim, as relações do homem com o sobrenatural, e, especialmente, com Deus deixa, se não de existir, pelo menos, de ser valorizado e considerado nas principais formas de expressão cultural. Assim, tudo passa a ter uma conotação materialista e um objetivo: aproveitar o máximo desta vida sem esperar pelo que pode ser depois da morte e, claro, sem considerar a possibilidade da volta de Cristo. Afinal, cientificamente, só é possível provar que existe esta vida, este mundo. Tudo isso somado à natureza pecaminosa do ser humano caracterizada, também, pela vaidade, pela ganância, pela avareza e pela injustiça e, somado ainda ao, sistema econômico predominante no mundo - o Capitalismo - resume o que é a perspectiva secular do dinheiro, dos bens e posses.

2. Perspectiva Cristã - Neste tópico devemos cuidar para que não cause confusão na cabeça dos alunos a frase, "Nos ensinos de Cristo não há dualismo entre matéria e espírito!". O que o escritor quis dizer, com base nas referências bíblicas que citou, é que o nosso corpo e tudo que é físico, material são meios para expressarmos nossa personalidade, nossas emoções, nosso caráter, nossa fé. Mas, claro, essa frase não significa que os interesses do Reino dos Céus não são prioridades em detrimento dos desejos e obras da carne e qualquer objeto material, inclusive o dinheiro. Mas assim como o corpo e qualquer outro objeto físico, o dinheiro é apenas um meio a ser utilizado para beneficiar a obra de Deus.

II. DINHEIRO, BENS E POSSES NO JUDAÍSMO DO TEMPO DE JESUS
1. Ricos e pobres - O autor do texto da lição assume a responsabilidade de limitar a definição da sociedade judaica a uma perspectiva marxista: pobres x ricos. Jesus não tinha essa visão limitada. Um homem pobre não era só um homem pobre (como já destacamos, ninguém foi ou será salvo por ser pobre). Jesus considera toda a complexidade do ser humano; sua condição financeira era (é) só mais uma condição. Mas todos os sentimentos, emoções, sonhos, limitações, potencial eram considerados por Jesus em toda circunstância. Mas, claro, ser pobre sempre foi uma dificuldade a mais para a realização de sonhos, para a obtenção de alguns prazeres, para a satisfação, inclusive, de necessidades básicas como moradia e segurança (física e emocional) pessoal e familiar.

2. Generosidade e prosperidade - Como já deixamos claro, a posse de bens materiais não é, mesmo, um mal em si. E para um judeu, reconhecer a prosperidade financeira de um judeu como um favor de Deus é um acerto. Aqui devemos considerar a possibilidade de alguém entender que toda prosperidade financeira é benção de Deus. Pode até acontecer por permissão de Deus mas, obviamente, nem toda prosperidade financeira é um favor de Deus. Quanto à idéia de relação direta entre generosidade e prosperidade, dar e receber, plantar e colher, não vamos, claro, negar ênfase à Justiça de Deus. Mas o exemplo da oferta da viúva pobre (Lc 21.1-4) é, no mínimo, um convite à prudência na hora de concluir o porquê de alguns prosperarem e outros não. Aquela viúva não foi citada como exemplo de alguém que deu tudo o que tinha de oferta com a intenção de receber uma grande benção financeira, quem sabe a mudança definitiva de seu status, como se vê em muitas igrejas hoje em dia. Aquela viúva foi citada como exemplo de alguém que é capaz de dar tudo o que tem visando resultados para o Reino dos Céus. Portanto, ajudar os outros é, sim, atitude de cristão como muito bem compreendemos com a leitura de Tiago 2.14-26. Mas nosso alvo deve ser a prosperidade espiritual e o nosso galardão no céu.

III. DINHEIRO, BENS E POSSES NOS ENSINOS DE JESUS
1. Jesus alertou sobre os perigos da riqueza. O que tratamos no item anterior pode muito bem estendido pra este item. E aqui vale destacar o risco da avareza (apego excessivo à bens materiais; medo de perder; tornar prioridade). Com Paulo, aprendemos que a avareza é uma modalidade de idolatria (Cl 3.5) e que avarento "não tem herança no Reino de Cristo e de Deus" (Ef 5.5).

Neste item podemos utilizar "os problemas do amor do dinheiro" que listamos no início do subsídio.

2. Jesus ensinou a confiança em Deus. Na lição passada tratamos de algumas limitações dos discípulos. Entre elas, a incredulidade. Aproveitemos o retorno a este assunto da melhor maneira possível. Afinal, em todos nós cristãos, de todos os tempos, nossa fé está sempre sendo provada. Seja num momento de revolta do mar (Mt 8.23-27) ou na manifestação de um endemoninhado (Mt 17.14-20), como nos exemplos citados na lição anterior, seja nos momentos de dificuldade financeira (Lc 12.22-34).
 Quanto aos exemplos de desestimulação à aquisição ou manutenção de bens materiais, recordemos do que tratamos logo no início: "Jesus nunca exigiu e não exige voto de pobreza", mas, claro, provoca a fé e a capacidade de compreensão da importância de se ocupar com os interesses do Reino do Céu e, assim, com o destino de sua própria alma (céu ou inferno).
 Quanto à confiança nas riquezas, podemos voltar à citação de Jeremias 9.23-24 e enriquecermos com a leitura de Mateus 6.19-21: "Não acumuleis para vós tesouros sobre a Terra onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam. Mas ajuntai para vós tesouros no céu..."

IV. DINHEIRO, BENS E POSSES NA MORDOMIA CRISTÃ
1. Avaliando a intenção do coração. A leitura de Lucas 11.37-54 é suficiente para total compreensão deste item.

2. Entesourando no céu. A Parábola do Mordomo Infiel, encontrada apenas no Evangelho de Lucas, é uma das passagens bíblicas mais controversas. Portanto, cuide-se de que tenha compreendido o propósito de Jesus com este exemplo e se prepare para possíveis perguntas sobre a parábola.

Eu sei e reconheço que o objetivo do subsídio é servir de apoio; portanto, de acordo com um possível e provável ponto de vista eu cumpriria este objetivo se contribuísse com a melhor compreensão desta parábola. Mas vou tentar ser útil de outra maneira: deixando a leitura e compreensão da parábola para cada professor(a). E, claro, me colocando à disposição para tirar qualquer dúvida.

CONCLUSÃO - Como de costume, deixo a conclusão sob responsabilidade de cada professor(a). Afinal, cada um faz sua leitura do conteúdo da revista e do subsídio.


Depto.Escola Bíblica Dominical
Daniel Reiner
Edna Oliveira






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"PODER SOBRE AS DOENÇAS E MORTE"

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
SUBSÍDIO LIÇÃO 7
TEMA: "PODER SOBRE AS DOENÇAS E MORTE"

Queridos professores, o subsídio desta semana tem uma estrutura diferente. Não tratei tópico por tópico acompanhando a mesma sequência da revista. Lembrando sempre que a proposta do subsídio é...literalmente, subsidiar, servir de apoio para a preparação da aula que deve ser feita por cada professor(a), de acordo com sua estrutura, sua linguagem e o conhecimento dos seus alunos/suas alunas. E desta vez não podemos deixar de reconhecer que o texto da lição, acrescido dos subsídios da revista do professor está muito bom. Espero contribuir mais uma vez!
INTRODUÇÃO 
 RELEVÂNCIA DO ASSUNTO
Chegamos à 7º lição do trimestre! Esta é mais uma oportunidade de aprendermos um pouco mais e melhor sobre o personagem mais importante e fascinante da história. Lembrando mais uma vez que, falando de Jesus tendo como base o Evangelho de Lucas (como é o caso desta nossa revista), enfatizamos a natureza humana dEle, falando, especialmente, sobre o JESUS HOMEM. Aliás, sobre JESUS, O HOMEM PERFEITO. E nunca é demais lembrarmos que Ele nasceu como homem, viveu como homem, sofreu como homem e, mesmo sem pecado, morreu como homem para, assim, cumprir o PLANO PERFEITO DE DEUS PARA REDENÇÃO DA HUMANIDADE. Um Plano que consistiu, fundamentalmente, em ser Exemplo e vencer a morte. A proposta deste trimestre é com o Exemplo e, portanto, estamos tratando de alguns dos diversos aspectos relevantes relacionados à vida e ministério de Jesus.
E assim como seu nascimento (2º lição), sua infância (3º lição), sua resistência às tentações (4º lição), sua chamada para o discipulado (5º lição) e sua relação com as mulheres (6º lição), seu poder sobre as doenças e sobre a morte é um dos aspectos relevantes de sua vida e ministério que mereceram ser tratados nesta revista.
De acordo com sua missão, Jesus conquistou a vitória definitiva sobre a morte com sua ressurreição. Isso porque Ele foi o único que experimentou a morte sem merecê-la: o único que morreu sem ter pecado. Mas o poder de ressuscitar e de curar doenças (causas de morte e debilidades do corpo) Ele já havia recebido do Pai e já tinha permissão para transmiti-lo a quem quisesse.
Como assim? Por que Ele já ressuscitava e tinha autoridade para transmitir esse poder para outras pessoas, se afirmamos que a vitória definitiva sobre a morte só foi alcançada com sua ressurreição? Simples: a ressurreição de Jesus foi nossa vitória. Não, a vitória dEle, não a vitória de Deus sobre a morte; mas a nossa. Ele venceu a morte por nós. Ele foi o cordeiro sem mácula, o sacrifício de Deus por nós.
MAS, AFINAL, O QUE SÃO E QUAIS AS CAUSAS DAS DOENÇAS E DA MORTE?
As doenças e a morte são, fundamentalmente, a deterioração do nosso corpo. Cada doença com seu nível de gravidade e a morte a incapacidade definitiva do corpo se manter vivo. Ambas são consequências do chamado pecado original (Gn 2.17, Gn 3.6).
Se não pecássemos, não morreríamos, viveríamos eternamente no paraíso e, assim, além de não morrermos, não ficaríamos doentes fisicamente, emocionalmente ou espiritualmente. Afinal, fomos feitos à imagem e semelhança de Deus (Gn 1.26) mas como pecadores fomos todos destituídos da glória de Deus. E esta destituição, esse distanciamento de Deus nos mantém doentes, imperfeitos e certos da morte.
AS DOENÇAS TÊM, NECESSARIAMENTE, RELAÇÃO COM O PECADO?
Sim! Após concluirmos sobre as causas da doença, não é possível negar isso: há, sim, relação direta entre pecado e doenças. No entanto, isso não é motivo, não é razão, não é suficiente, não deve servir como base para afirmarmos que toda doença é causada por um pecado específico. O diálogo entre Jesus e seus discípulos no caso da cura do cego de nascença é a melhor referência bíblica para compreendermos isso. Ver João 9.1-5. Ou seja, as doenças atingem nossos corpos (corruptíveis) por causa da nossa condição de pecador. Condição herdada por todos nós desde os primeiros descendentes de Adão e Eva, independentemente de qualquer pecado que cometamos.
A noção de relação direta entre pecado e doença se justificava na Lei de Moisés e alguns eventos históricos. Os capítulos 13 e 14 de Levítico relatam as leis acerca do leproso e da lepra, considerados imundo e imundícia. Em Levítico 14.54, fica claro que o objetivo desta Lei era "ensinar quando alguma coisa será imunda e quando será limpa". "Esta coisa" podia ser o corpo ou as vestes e casas. Lepra se referia a todas essas coisas.
Miriã, por exemplo, ficou leprosa por ter se levantado contra seu irmão, Moisés (Nm 12).
Registrado em Deuteronômio 24.8, Moisés deixa claro que a lepra está diretamente relacionada à desobediência.

POR QUE JESUS CURAVA E RESSUSCITAVA?
No tópico "II - RAZÕES PARA CURAR", o autor da revista destaca a compaixão de Jesus e sua condição de Messias profetizada por Isaias como razões, justificativas para Ele curar e ressuscitar.
Ok! É claro que Jesus se compadecia das pessoas; entendia o sofrimento dos doentes e enlutados. É claro que Jesus cumpriria as profecias de Isaias, Daniel, Jeremias e todos os outros. E esta compaixão e compromisso com a Palavra de Deus foram, mesmo, razões para Ele operar estes milagres. Mas vamos a alguns outros:

1º - Tinha (tem) autoridade e poder
Um motivo óbvio mas de consideração necessária. Vamos à algumas referências bíblicas que deixa isso bem evidenciado:
Daniel e a visão dos 4 animais - o prenúncio do Reino de Deus: "E foi lhe dado o domínio, a honra e o reino para que todos os povos, nações e línguas o servissem. O seu domínio é um domínio eterno que não passará e o seu reino tal que não será destruído". (Dn 7.14)
"Todas as coisas me foram entregues por meu Pai..." (Mt 11.27, Lc 10.22)
"O Espírito do Senhor está sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar os pobres, enviou-me para curar os quebrantados de coração, para pregar a liberdade aos cativos, conceder restauração da vista aos cegos, pôr em liberdade os oprimidos e anunciar o ano aceitável do Senhor" (Lc 4.18-19).
"a virtude do Senhor estava com Ele para curar". (Lc 5.17)
Jesus orando na 3º pessoas: "Assim como lhe deste poder sobre toda a carne..." (Jo 17.2)
"É me dado todo o poder no céu e na Terra. (Mt 28.18)
No tópico "III - AUTORIDADE PARA CURAR", subitem "1.Autoridade recebida", o autor dá ênfase a uma das bases do Evangelho de Lucas e,portanto, das nossas aulas neste trimestre: a dependência que JESUS, O HOMEM PERFEITO tinha do Espírito Santo. Como homem (foco do Ev. de Lucas), Ele era e se admitia dependente do Espírito Santo. Um dos episódios que mais evidenciam isso foi estudado por nós na lição 3, quando Jesus foi levado pelo Espírito Santo ao deserto para ser tentado.
2º) Os judeus exigiam sinais, provas.
O culto, viajado, conhecedor de culturas diversas apóstolo Paulo, definiu muito bem a diferença entre judeus e os influentes gregos: "Porque os judeus pedem sinal e os gregos buscam sabedoria" (I Co 1.22).
Essa exigência dos judeus é relatada na Bíblia em Mt 12.38, Mt 16.1, Mc 8.11, Lc 11.16, Jo 4.48. Essa postura era justificada pela história de fatos marcantes (todos os grandes homens judeus tiveram uma vida, um ministério marcado por grandes acontecimentos) e profecias a serem cumpridas e comprovada (além dos fatos, os judeus também viviam de expectativas geradas pelas profecias, especialmente, as que diziam respeito à chegada do Messias).
Curiosidade: Maomé não conseguiu provar - Você sabia que a principal razão para existirem tantos mulçumanos radicais, a principal razão para o ataque às torres gêmeas do World Trade Center, a principal razão para a vida de Osama Bin Laden, a principal razão para os ataques aos estúdios da revista francesa "Charlie Hebdo", a principal razão para a existência dos grupos terroristas que matam cristãos e judeus no Oriente Médio foi a incapacidade de Maomé de provar para os judeus que era um profeta de Deus (Alá).
Na primeira década do século VII, Maomé apresentou-se em Meca (Arábia Saudita) como profeta de Alá (referência ao Deus dos judeus) que teria recebido revelações do anjo Gabriel após alguns meses e orações numa caverna. Naquele tempo, os judeus viviam muito bem em Meca; eram comerciantes bem sucedidos e muito influentes na cidade. Maomé precisava, queria e buscou a aceitação dos judeus para suas revelações. Os judeus lhe deram atenção, ouviram as supostas revelações (que lhes eram favoráveis) mas, como de costume, exigiram dele sinais, provas de que Deus, realmente, o tinha escolhido. Maomé não conseguiu dar nenhum sinal, nenhuma prova, nenhum milagre; nada. Passou a ser desdenhado, ridicularizado pelos judeus. Maomé, então, se afastou da cidade por um tempo e depois voltou com um discurso, uma mensagem muito diferente, voltada contra os judeus. A partir dali, a mensagem e o comportamento de Maomé passou a ser outro; agora totalmente avesso aos judeus, a ponto de afirmar que Alá o mandou matar judeus (além dos outros "idólatras" por serem blasfemadores, por não receberem o "último profeta" enviado por Ele para tentar convencê-los de seus erros. Aos poucos, Maomé foi conquistando seguidores e hoje a religião inventada por ele tem, aproximadamente, 1,5 bilhão de adeptos. A falta de provas exigida pelos judeus: esta é base, a causa, a origem do radicalismo mulçumano.
3º) Jesus anunciava e implementava o Reino dos Céus / Reino de Deus.
Tratado no tópico "IV - REDENÇÃO DO NOSSO CORPO". Vamos a algumas outras considerações. A autoridade e soberania eterna de Deus sempre foi reconhecida. Vejamos alguns exemplos: pelo rei Ezequias (II Rs 19.15, Is 37.16), o rei Davi (I Cr 29.11, Sl 45.6), o rei Josafá (II Cr 20.6), pelo rei babilônico, Nabucodonor (Dn 4.34), pelo rei medo, Dario (Dn 6.26), o rei persa, Ciro (II Cr 36.23, Ed 1.2)
No entanto é com Jesus que este Reino é estabelecido definitivamente na Terra, conforme profetizara Daniel: na interpretação do sonho da estátua (Dn 2.44), na advertência ao rei Nabucodonosor (Dn 4.25-26) e na interpretação do sonho dos 4 animais (Dn 7.27).
Segundo o Evangelho de Mateus, a mensagem base dos ministério de João Batista (Mt 3.2) e do próprio Jesus (Mt 4.17) era, "arrependei-vos, porque é chegado o Reino dos Céus". A partir disso, em tudo, todas suas mensagens, parábolas, atitudes, Jesus chamou as pessoas ao arrependimento visando a redenção, a salvação eterna, o Reino dos Céus/ Reino de Deus: Mt 5.3,10,19,20; Mt 6.10,33 Mt 7.21, Mt 8.11, Mt 11.11-12, Mt 12.28, Mt 13.11, 24, 31, 33, 44,45, 47, 52, Mt 16.19, Mt 18.1, 3,4,23, Mt 19.12,14, 23,24 Mt 20.1, Mt 21.31, 43, Mt 22.2, Mt 23.13, Mt 25.1, Mc 1,15, Mc 4.11, 26,30, Mc 9.1, 47, Mc 10.15, 23, Mc 12.34, Mc 14.25, Mc 15,43, Lc 4.43, Lc 6.20, Lc 7.28, Lc 8.1,10, Lc 9.2,11,27,60,62, Lc 10.9,11, Lc 11.20, Lc 12.31, Lc 13.18, 20,28, 29, Lc 14.15, Lc 16.16, Lc 17.20,21, Lc 18.16,17,24,25,29, Lc 19.11, Lc 21,31, Lc 22.16, 18, Lc 23.51, Jo 3.3,5.
Este Reino já está estabelecido na Terra a partir de Jesus. Fazem parte deste Reino os que crêem nEle e, portanto, são transformados por Ele e praticam seus ensinamentos. (Jo 14.15,23; Jo 15.14). No entanto, até a volta de Jesus, vivemos no que se convencionou chamar de Reino presente, um Reino em que ainda não é possível alcançamos a condição de perfeição; ainda não é possível termos um corpo incorruptível e imortal.  (Condição esta que só será alcançada quando formos arrebatados e tivermos nossos corpos transformados (I Co 15.51-54, Fl 3.21) e nunca mais atingidos por doenças ou morte.
No entanto, enquanto anunciava este Reino, Jesus deu algumas mostras, permitiu que alguns experimentassem e outros vissem, com curas e ressuscitamentos, o que esperam aqueles que crêem nEle e vivem e acordo com os Seus princípios.
O PERDÃO É TERAPÊUTICO?
O autor da revista impõe como um dos objetivos da lição, conscientizarmos os alunos de que o perdão é terapêutico. Podemos falar um pouco das conhecidas doenças psicossomáticas ou somatizadas, tratadas na psicologia como as doenças que têm causa, origem emocional.  Infertilidade, taquicardias, alergias, vitiligo, diabetes e diversos tipos de câncer são tratadas como doenças causadas por algum desequilíbrio emocional que se refletem no corpo.
A raiva, o ódio, o rancor, o desejo de vingança são sentimentos conhecidos por provocar desequilíbrios emocionais como a depressão (em seus diversos níveis) que culminam em doenças no corpo. Em casos como este, em que, normalmente, esses sentimentos são motivados por algum mal sofrido por outra pessoas (traição do cônjuge, estupro, traição de amigo, familiar, mentira, calúnia, injúria, difamação, etc, etc), é preciso aprender a lidar, a superar com esses traumas para o bem da própria saúde. De acordo com os critérios da ciência da psicologia, êxitos são alcançados neste processo (de assimilação e/ou superação) quando os mecanismo de defesa do cérebro (racionalização, sublimação, projeção, anulação, entre outros) são ativados e bem treinados.
Como cristãos, nós sabemos que a inimizade, a porfia (confronto verbal), a emulação, a inveja, a ira, as dissensões, o homicídio são obras da carne em desacordo com o Espírito Santo (Gl 5.19-21), que a vingança pertence a Deus (Sl 94.1), que o desejo de vingança é uma tendência da carne que nós devemos dominar (Gn 4.7) e que o perdão ao próximo é condição fundamental para sermos perdoados por Deus (Mt 6.14-15). Ou seja, mais do que um efeito terapêutico, muito além de promover curas emocionais e físicas, o perdão promove cura espiritual e é condição fundamental para a Salvação. Se é assim na relação entre os humanos, maior ainda é o efeito do perdão dos nossos pecados por Jesus.

QUANTAS CURAS E RESSURREIÇÕES FORAM REALIZADAS POR JESUS?
João encerra seu livro com esta observação: "Há, porém, ainda muitas outras coisas que Jesus fez; e se cada uma das quais fosse escrita, cuido que nem ainda o mundo todo poderia conter os livros que se escrevessem" (Jo 21.25). Portanto, não temos condições de responder com exatidão à quantas ressurreições e curas Jesus realizou. Assim, a pergunta correta deve ser, "quantas ressurreições e curas realizadas por Jesus foram registradas nos Evangelhos?
Lista de ressurreições (3)
- Filho da viúva de Naim (Lc 7.11-17)
_a filha de Jairo (Mt 9.18-26, Mc 5.21-43, Lc 8.40-56)
_Lázaro (Jo 11.1-44)

Lista de curas (18)
_o leproso (Mt 8.1-4, Mc 1.40-45, Lc 5.12-16)
_o servo do centurião (Mt 8.5-13, Lc 7.1-10)
_o filho do Oficial (Jo 4.46-54)
_a sogra de Pedro (Mt 8.14-17, Mc 1.29-34, Lc 4.38-41)
_o paralítico de Cafarnaum (Mt 9.1-8, Mc 2.1-12, Lc 5.17-26)
_a mulher do fluxo de sangue (Mt 9.20-22, Mc 5.24-34, Lc 8.43-48)
_dois cegos da Galileia (Mt 9.27-31)
_o paralítico em Beteesda (Jo 5.1-18)
_o homem da mão mirrada (Mt 12.9-13, Mc 3.1-6, Lc 6.6-11)
_a mulher encurvada (Lc 13.10-17)
_ surdo-mudo em Decapolis (Mc 7.31-37)
_cego em Betsaida (Mc 8.22-26)
_o homem com hidropisia (corpo inchado por acumulação de líquido - Lc 14.1-6)
_os 10 leprosos (Lc 17.11-19)
_o cego de nascença "quem pecou, este ou seus pais...?" (Jo 9.12)
_o cego (perto) de Jericó (Mt 20.29-34, Mc 10.46-52, Lc 18.35-43)
_ a orelha do servo (Lc 22.49-51)
_várias curas em Genesaré (Mt 14.34-36, Mc 6.53-56)


CONCLUSÃO
Continuo acreditando que o ideal é deixar as conclusões para cada professor(a) e suas classes!
Boa aula a todos!

Superintendência Escola Dominical
Daniel Reiner
Edna Oliveira


APENAS OBEDEÇA A DEUS - VAI DAR CERTO NO FINAL



Neste Testemunho você vai aprender que obedecer a Deus é a melhor opção , sem duvida a melhor escolha , então APENAS OBEDEÇA A DEUS - VAI DAR CERTO NO FINAL    BlogMudeSuaVida.Blogspot.com