CONSELHOS DO APOSTOLO PAULO A TIMÓTEO .

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
SUBSÍDIO – CLASSE ADULTOS - LIÇÃO 6
TEMA: CONSELHOS GERAIS


INTRODUÇÃO
6º lição, capítulos 5 e 6 de 1º Timóteo!!! Eis, Paulo dedicado a aspectos diversos das relações entre pessoas; ensinando aos cristãos de Éfeso a como tratar anciãos e moços (5.1), anciãs e moças (5.2), viúvas (5.3-16), presbíteros (5.19), pecadores da igreja (5.20 e 22) donos de escravos (6.1-2), corruptos de entendimento (6.3-6), avarentos (6.7-10) e, mais uma vez, aconselhando diretamente o novo líder Timóteo (5.23/6.11-21)!!!
Lembremos: Paulo falava para uma igreja imatura, para cristãos pouco estruturados, com pouco conhecimento da Palavra de Deus e, portanto, sem conhecimento dos chamados princípios verticais (que dizem respeito ao nosso relacionamento com Deus) e dos princípios horizontais (que dizem respeito ao nosso relacionamento com as pessoas). Ou seja, aqueles cristãos precisavam aprender tudo sobre como ser e se comportar como cristão.
Estamos em 2015. Paulo e Timóteo estavam entre 64 e 68. Havia pouco mais de 30 anos que Jesus morrera e pouco mais de 10 anos que Paulo estivera em Éfeso anunciando o Evangelho pela primeira vez. Isso, numa época que a comunicação era precária; não existia nem internet nem telefone nem fax nem avião nem carro nem moto...nem Bíblia. E não nos esqueçamos: um ambiente cultural diversificado, marcado pelo misticismo e pelo sincretismo religioso.
Assim, Paulo se dedicava como um verdadeiro pastor a apascentar, a orientar as ovelhas de Éfeso.
Falaremos de algumas destas pessoas e destas situações tratadas por Paulo! E estejamos preparados para algumas perguntas inevitáveis quando tratamos de assuntos como estes. Doutrina ou Costume??? Devem ou não ser aplicadas em nossos dias???

I – O CUIDADO COM O REBANHO
  1. O cuidado com os anciãos – Paulo não era psicólogo nem era geriatra mas, como imitador de Cristo, como bom pastor que zela por suas ovelhas, como cristão que tem sensibilidade para se atentar para as peculiaridades de cada um, sabia que uma pessoa mais velha se sente melhor, reage melhor quando é reconhecida e tratada como se fosse especialmente respeitada, não só pela fragilidade física provocada pelo tempo mas, principalmente, pela experiência que adquiriu ao longo da vida.  Afinal, cada um tem suas carências, suas vaidades e, sem dúvida, o avanço da idade estimula algumas destas carências e vaidades no ser humano. Quem admoesta a um ancião como se fora seu pai, o faz com modéstia, com humildade, sem deixar passar a impressão de que está ensinando por se considerar mais sabichão, mais esperto, moderno. Mas o faz deixando claro que naquele determinado momento e naquela determinada circunstância percebeu alguma coisa que precisa ser comunicada, ensinada ou, mesmo corrigida. Sempre com cuidado, carinho, respeito, lembrando sempre que esta é uma relação de pastor para ovelha; e o pastor que apascenta seu rebanho como Cristo requer, sempre quererá o bem de suas ovelhas. E assim, lembrando o salmista Davi, a vara e o cajado devem ser usados para consolar uma ovelha errante quando corrigida.

  1. O cuidado com as mulheres idosas e viúvas – Paulo recomendou o mesmo cuidado para com as mulheres idosas.  Fazendo assim, Paulo deixava claro que a doutrina cristã, que o Evangelho têm tudo a ver com bons costumes, com cordialidade, respeitabilidade, carinho... Afinal, tudo que diz respeito ao caráter divino se resume a amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. E esses sentimentos devem ser externados, provados na prática de boas atitudes como o bom trato aos mais...velhos.

    Neste capítulo (5), constatamos a atenção especial que Paulo dedicou às viúvas e suas causas. Não é por acaso. Já perceberam o quanto elas foram lembradas e citadas nas Sagradas Escrituras e, assim, o quanto a causa das viúvas era uma questão de justiça perante Deus?  

Êxodo 22.22-24: “A nenhuma viúva nem órfão afligireis! Se de algum modo os afligirdes e eles clamarem a mim, eu certamente ouvirei o seu clamor e a minha ira se acenderá e vos matarei à espada...” . Deuteronômio 10.17-18: “Pois o Senhor vosso Deus é o Deus dos deuses e o Senhor dos senhores...que faz Justiça ao órfão e à viúva...”Provérbios 15.25: “O Senhor desarraiga a casa do soberbo mas estabelece o termo da viúva”. Deuteronômio 24.17-21; 26.12-13; 27-19; Salmos 146.9; Isaías 1.17; Jeremias 7.6-7; 22.3; Zacarias 7.9-10 são outras referências de como Deus tinha as viúvas como símbolo da provocação para a necessidade de se praticar o amor, a justiça, a caridade, as boas obras.

Os primeiros diáconos da igreja foram nomeados após uma reclamação dos gregos “porque suas viúvas eram desprezadas no ministério cotidiano” (At 6.1). O irmão de Jesus, Tiago definiu: “A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e guardar-se da corrupção do mundo” (Tg 1.27).

Durante séculos na sociedade judaica, a condição da viúva foi, realmente, um caso especial.  A mulher era sustentada pelo marido e não era bem-vinda nos trabalhos fora do lar. Seu digníssimo papel era cuidar da família. Em caso de falecimento do marido, ela passava a depender dos filhos. Algumas ainda não os tinham ou os tinham ainda muito novos. Assim, ficavam, realmente, dependentes de ajuda. Não por acaso, os cuidados especiais de Elias com a viúva de Sarepta (I Rs 17.8-24), de Eliseu com a outra viúva (II Rs 4.1-7) e com a sunamita que já tinha o esposo velho e não tinha filhos (II Rs 4.8-37) e de Jesus com a viúva de Naim (Lc 7.11-17).

Mas Paulo foi bem específico; não se contentou em chamar a atenção para as necessidades das viúvas de maneira generalizada e utilizou alguns critérios para identificar as que deveriam ser ajudadas pela igreja. A essas ele chamou de “viúvas verdadeiras” (5.3) que não tinham nem filhos nem netos (e por isso não podiam ser sustentadas – 5.4), tinham menos de 60 sessenta anos (maior probabilidade de um novo casamento – 5.9), haviam se casado apenas 1 vez (5.9) e que praticavam boas obras (5.10).

No entanto, Paulo generaliza quanto às viúvas “mais novas” e ensina que a igreja não deve ajudá-las materialmente porque “quando se tornam levianas contra Cristo querem casar-se, tendo já a sua condenação por haverem abandonado a primeira fé (ou o primeiro compromisso)” e, além disto, aprendem também a andar ociosas de casa em casa; e não só ociosas, mas também paroleiras e curiosas, falando o que não convém.”

Bem...aqui, algumas questões importantes: É verdade que a leitura do texto deixa a impressão de que Paulo tem um pré-conceito quanto à idade e que este é seu único critério para identificar as “levianas”, “ociosas” e “paroleiras”. Mas é fácil identificar logo que Paulo falava das “mais novas” que não esperavam em Deus e não perseveravam de dia e de noite em rogos e orações (ver 5.5).

Outra questão importante: por que não ajudá-las, mesmo com suas imperfeições? Isso não é fazer acepção de pessoas? Bem...Paulo não recomenda à igreja abandoná-las. Recomenda ensiná-las, instruí-las: “Manda, pois, estas coisas para que se tornem irrepreensíveis” (5.7). E mais: essa recomendação fazia referência à ajuda que a igreja dava. Paulo sabia que a igreja não consegue resolver os problemas de todo mundo. Por isso, é preciso ser seletivo, ter critérios para definir a quem os recursos serão destinados. E ainda mais: elas não usufruiriam dos recursos materiais da igreja mas deveriam ser ajudadas pessoalmente pelos crentes que tinham condições (5.16).

Em nossos tempos, em nossa sociedade as viúvas não são, necessariamente, símbolos de injustiça, de falta de cuidado, de caridade. Mulheres de todos os níveis sociais são hoje assistidas com pensões de seus falecidos maridos, além das que participarem ativamente de todos os setores do mercado de trabalho, dando conta do próprio sustento.

Certo é que a prática da justiça, do amor, da caridade, de toda boa obra para com todos continua, obviamente, sendo uma responsabilidade de todos nós cristãos.

  1. O cuidado com os ministros fiéis – Vejam que interessante! Paulo, mais uma vez, é criterioso. Conhecemos na lição 4 a lista de pré-requisitos para os que desejavam o pastorado. Conhecemos no item anterior, os pré-requisitos para que uma viúva recebesse ajuda da igreja. Não foi diferente com relação ao tratamento, à recompensa da igreja para com os ministros, os obreiros. Os que “governam bem”; não qualquer um.

Para governar bem é preciso total dedicação espiritual, física, intelectual e emocional. É preciso, fundamentalmente, ter mente de pastor, de apascentador do rebanho que Deus resgatou com sangue (At...). Um ministro que governa bem não o faz só em horários e locais  determinados. Ou seja, não basta ser bom ministro só na igreja nos horários de culto; é preciso dedicação integral. E a despeito de qualquer ignorância, os que assim procedem devem ser recompensados materialmente por isso, sendo, portanto, remunerados para que assim tenham tranquilidade o suficiente para cuidar da família e apascentar as ovelhas.

APRENDENDO SOBRE OS PASTORES E OS DIÁCONOS .



ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
SUBSÍDIO LIÇÃO 4 - CLASSE ADULTOS
TEMA: “PASTORES E DIÁCONOS”

INTRODUÇÃO
3º capítulo de I Timóteo, 4º lição do trimestre! Não percamos o foco: estamos diante de uma proposta de reflexão, de avaliação da realidade da nossa igreja a partir da lembrança e da apreciação de valores, de princípios que sempre nortearam a Igreja (no sentido universal) e as igrejas (no âmbito local).
Nesta lição apreciaremos o trecho da carta de Paulo a Timóteo dedicado à exortações destinadas, especificamente, aos líderes. E não apenas aos líderes da igreja de Éfeso. Não nos enganemos: os princípios, os valores ditados por Paulo como pré-requisitos fundamentais para se admitir uma pessoa como líder de uma igreja valem, sem exceção e sem relativizações, para os nossos dias; são todos pré-requisitos baseados em valores, princípios, essencialmente, divinos, integralmente correspondentes ao caráter de Deus, ao Evangelho de Cristo. Portanto, diferentemente de algumas recomendações destinadas às mulheres (tema da lição passada), as recomendações destinadas aos líderes (pastores, bispos, presbíteros, diáconos) são atemporais, válidas para qualquer tempo, nacionalidade, cultura e circunstância.
E, como sempre brilhante, Paulo justificou sua lista de pré-requisitos: “para que saibas como convém andar na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade” (I Tm 3.15). E para ficar ainda mais claro a importância de se atender a estes pré-requisitos, voltemos a Atos 20.26-31, quando Paulo, falando aos anciãos da igreja de Éfeso, justificou:

26. “Portanto, no dia de hoje, vos protesto que estou limpo do sangue de todos.
27. Porque nunca deixei de vos anunciar todo o conselho de Deus.
28. Olhai, pois, por vós e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que Ele resgatou com seu próprio sangue!
29. Porque eu sei isto: que depois da minha partida entrarão no meio de vós lobos cruéis que não.pouparão.ao.rebanho;
30. E que dentre vós mesmos se levantarão homens que falarão coisas perversas para atraírem os.discípulos.após.si.
31. Portanto, vigiai, lembrando-vos de que durante 3 anos não cessei, noite e dia, de admoestar com lágrimas a cada um de vós”.
Assim, concluímos desde já que atender a estes pré-requisitos, estar de acordo com estes princípios é demonstração de cuidado com as ovelhas do rebanho de Cristo. E isso é coisa tão séria, de tão grande responsabilidade que Paulo afirma ter se dedicado “com lágrimas” durante 3 anos para fazer aqueles líderes se darem conta de suas responsabilidades.

I – QUEM DESEJA O EPISCOPADO
Episcopado tem o mesmo significado de pastorado e abrange toda a organização eclesiástica, os cargos administrativos da igreja. O termo “bispo”, palavra de origem grega, derivada de “epíscopos”, é menos utilizado entre os protestantes desde a Reforma promovida por Martinho Lutero devido à sua histórica identificação com a igreja católica. Só mais recentemente, igrejas neopentecostais passaram a utilizar o termo (IURD  [Bispo Edir Macedo], Mundial [Bispo Waldomiro Santiago], Renascer [Bispo Hernandes e Bispa Sônia], entre outras).
1.”Excelente obra deseja” – Se sabemos que o papel de quem faz parte do episcopado é, conforme explicou Paulo, “apascentar a igreja de Deus que Ele resgatou com Seu sangue” (At 20.28), entendemos facilmente porque se trata de uma “excelente obra”.
Mas é fundamental que quem deseja esta obra, compreenda a sua importância, o seu significado. Repetindo: “apascentar a igreja de Deus que Ele resgatou com Seu sangue”. E para ampliarmos ainda mais nossa visão sobre a responsabilidade desta “excelente obra”, proponho a seguinte consideração:
O Evangelho de Jesus mais a atuação do Espírito Santo provocam uma transformação radical em todo pecador; uma transformação que promove “renovação do entendimento” (Rm 12.2) e mudanças de atitudes, de costumes. Transformadas, as pessoas passam a frequentar a igreja, esta “coluna  e firmeza da Verdade” (I Tm 3.15), a fim de conseguirem viver em comunhão social e espiritual com os demais, experimentando aqui na Terra os princípios do Reino dos Céus, visando a Salvação Eterna. Os integrantes do episcopado da igreja são, assim, os responsáveis por cuidar dessa reunião de pessoas.
Assim, uma reflexão se faz inevitável: pode haver cargo, função, responsabilidade mais importante que essa?
Apesar de toda clareza de nossas referências bíblicas, não são poucos os que não se dão conta da relevância deste ministério e decidem assumir tais cargos muito mais por vaidade ou pelos benefícios financeiros. Um bom exemplo de como a obra de Deus pode ser feita só por egoísmo foi relatado por Paulo em Filipenses 1.12-17; quando de sua prisão, muitos passaram a pregar o Evangelho por inveja, porfia e contenda. Imaginem, quantos são os que o fazem apenas por outras motivações nada mais nobres!?
2. A chamada – Reparem neste detalhe: apesar de todos os pré-requisitos listados por Paulo, atênde-los ainda não era tudo. Além de uma conduta social exemplar, era e é essencial que o integrante do episcopado seja chamado, escolhido por Deus. E mais: não basta ser inteligente, ser culto, ter diplomas, ser descolado, ser carismático, muito menos ter dinheiro; é, essencial, ser escolhido por Deus. Caso contrário, por mais boa vontade que se tenha, não passa de vaidade. Noé (Gn 6.8 e 17), Abraão (Gn 12.1-3), Jacó (Gn 25.23), Moisés, Davi, Jeremias, João Batista,

3. O preparo – Alguém sabe dizer onde está escrito na Bíblia que “Deus não escolhe os capacitados  mas capacita os escolhidos”? Teeeeempooo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Não! Este não é um versículo da Bíblia. Isso não está escrito na Bíblia. No entanto, é uma frase costumeiramente utilizada para justificar a falta de capacitação de obreiros, inclusive pastores e diáconos.
Ok! Não está escrito na Bíblia mas é uma verdade comprovada por fatos, por exemplos como os de Moisés, de Gideão, de Davi, entre outros. Disso não há dúvidas. Mas é preciso ter sempre o cuidado de não fazer disso uma muleta para se apoiar como desculpa para a preguiça intelectual, como desculpa para o desinteresse pelo estudo, como desculpa pelo desprezo pelo conhecimento.
Outra pergunta: alguém sabe dizer onde está escrito na Bíblia, “a letra mata”? Teeeeempoooo!! Bem...talvez, a pessoa não saiba dizer onde está escrito mas, está escrito.
II Co 3.6. Este é um trecho de um versículo (II Co 3.6) também muito utilizado por pessoas que, a fim de justificar seu apreço pela ignorância, o utiliza equivocadamente, desconsiderando o contexto e o até, mesmo, o sentido literal. (Você professor sabe explicar o uso e o sentido deste termo para seus alunos, em caso de dúvida?)
E claro: o preparo não se resume ao conhecimento do conteúdo bíblico. Dele faz parte o conhecimento do mundo em que estamos inseridos; dos aspectos sociais, políticos, econômicos...aspectos culturais, em geral. E algo fundamental a ser considerado: somos contemporâneos de um tempo denominado Pós-Moderno caracterizado, essencialmente, por diversas, rápidas e constantes transformações, mudanças de linguagem, de valores, de comportamento, de métodos e meios de comunicação e, consequentemente, de leis. Assim, nossa condição de preparados, exige um exercício contínuo de assimilação, adaptação a novos conceitos. Só assim um pastor, um presbítero, um diácono conseguirá apascentar, cuidar bem do rebanho de Cristo sempre renovado e ampliado por novas ovelhas.

III – QUALIFICAÇÕES E ATRIBUIÇÕES DOS PASTORES E DIÁCONOS (3.1-13)
  1. Atribuições dos pastores (v.1-7) – Quantas vezes você já disse ou ouviu alguém dizer, ou mesmo escrever como frase-de-efeito numa rede social, que “só Deus pode me julgar” ou ainda “não aceite críticas de quem não conhece suas lutas”?

    Frases como estas podem até ajudar a amenizar os efeitos de críticas dos outros, mas, com certeza não é um princípio de sabedoria, especialmente para líderes nas igrejas. Ter a integridade moral e espiritual reconhecidas, ter uma conduta social ilibada é, sim, fundamental. Claro que sempre haverá os caluniadores, os difamadores, os injuriadores, os mal resolvidos, os sabichões que não ajudam em nada mas criticam tudo...caluniadores de todos os níveis e espécies, mas estes devem ser vistos como parte do processo, como permissão de Deus para prova e fortalecimento da fé. Mas nem estes são justificativas prse preocupar com em colocar em prática os bons princípios.

  1. Qualificações espirituais e ministeriais – O “subsídio bibliográfico” do tópico traz o conceito, a explicação das 15 qualificações, dos 15 pré-requisitos listados por Paulo que devem ser atendidos pelos aspirantes ao episcopado. Tratemos aqui especificamente dos pré-requisitos espirituais e ministeriais:

    a. apto para ensinar – alguma dúvida quanto à importância desta habilidade? Acredito  que não.

b. ter bom testemunho diante dos que estão de fora – o mal testemunho, a má fama de um líder da igreja é escândalo e sobre isso Jesus foi muito claro e intransigente: “Ai do mundo por causa dos escândalos! Porque é mister que venham escândalos, mas ai daquele homem por quem o escândalo vem! Portanto, se tua mão ou o teu pé te escandalizar, corta-o e atire-o para longe de ti; melhor te é entrar na vida coxo ou aleijado do que, tendo duas mãos ou dois pés, seres lançado no fogo eterno. E se teu olho te escandalizar, arranca-o e atire-o para longe de ti. Melhor te é entrar na vida com um olho só do que, tendo dois olhos, seres lançado no fogo do inferno” (Mt 18.7-9) ou ainda “Melhor lhe fora que lhe pusessem ao pescoço uma pedra de moinho e fosse lançado ao mar do que fazer tropeçar um destes pequenos” (Lc 17.2).

c. não neófito, inexperiente – Pela justificativa (“para que, ensoberbecendo-se, não caia na condenação do diabo”), muito além de novo de idade ou novo de conversão ao Cristianismo, Paulo exorta a não ser bobo, inocente. O mesmo sentido da exortação de Jesus aos discípulos quando os designou para as primeiras missões:“Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos. Portanto, sede astutos como as serpentes e inofensivos como as pombas” (Mt 10.16). (Algumas versões, utilizam o termo “prudentes” ao invés de “astutos”).

  1. Qualificações familiares – O autor da revista define como “vida conjugal saudável” ser “marido de uma só mulher” (I Tm 3.2). Paulo reprovava, sim, o adúltero mas, direcionado à Éfeso, aqui ele falava especialmente contra os  poligâmicos (casados com mais de uma mulher). Compreendendo o contexto histórico: a poligamia, praticada em diversas culturas, era praticada em Éfeso por uma motivação específica. Essa motivação era a doutrina dos nicolaístas, seguidores da seita criada pelo herege Nicolau que defendia a poligamia. (Nicolau foi um dos 7 diáconos escolhidos pelos discípulos a fim de melhorar a estrutura a eficiência da igreja após reclamações dos gregos – At 6.5). Os nicolaístas são citados, reprovados por Deus, em Apocalipse 2.15.

Porque se alguém não sabe governar  a sua própria casa, terá cuidado da igreja de Deus?” (I Tm 3.5). Melhor justificativa impossível para a importância destas qualificações.
Afinal, é no âmbito familiar que primeiramente o homem exercita o dom, a responsabilidade lhe dada por Deus: ser mordomo, administrador, autoridade. É no âmbito familiar que o homem estabelece seus primeiros laços afetivos, que tem sua capacidade intelectual, sua inteligência emocional, sua paciência, sua temperança, sua capacidade de domínio próprio, sua capacidade de compreender o outro e agir de acordo com as necessidades de seus dependentes. Se nesta experiência ele não é bem sucedido por que acreditar que pode ser entre pessoas que ele exerce menos autoridade e tem menos afinidade?

Aqui uma reflexão se faz necessária: vivemos num época em que os pais têm muito menos controle sobre os filhos, onde a independência e, mesmo, a desobediência dos filhos são incentivadas desde criança. O ambiente cultural é completamente diferente e absolutamente desfavorável à autoridade do pai. Isso não significa que os pais pastores, presbíteros, diáconos de hoje não têm responsabilidade pelas atitudes dos filhos; não significa que os pais não têm nenhuma influência na decisão de um filho não ser cristão, se desviar, não frequentar uma igreja. Mas é inegável que é preciso ter (e isso tem sido considerado)uma flexibilidade maior, especialmente, neste fator quando da avaliação de um aspirante ao diaconato, ao presbitério, ao pastorado. Um filho não cristão ou desviado, especialmente em nosso tempo, não pode, necessariamente, ser empecilho para o ministério de ninguém.

Qualificações morais – Percebam que todas estas qualificações, todos estes pré-requisito estão de pleno acordo com os princípios de Deus. Toda a Escritura Sagrada, toda a Bíblia, toda a história da relação de Deus com o homem estão diretamente relacionados com essas virtudes: honestidade, sinceridade, veracidade, hospitalidade, cordialidade, domínio próprio, mansidão, modéstia, humildade, pacífico. Líderes sem essas virtudes não apascentam o rebanho de Cristo com a excelência necessária.

Alguém pode até cantar “sou humano não consigo ser  perfeito” mas Jesus encerrou seu histórico Sermão da Montanha com essa chamada: “Sede vós perfeitos como é perfeito o vosso Pai que está nos céus.” (Mt 5.48).

III – O DIACONATO
  1. Os diáconos – A palavra “diácono” é derivada da grega diakonos que pode ser traduzida por “atendente”, “servente” ou, como de acordo com o texto da revista, “aquele que serve”.  Palavras similares como diakonia (ministério de diaconato) e diakoneo  (servir ou ministrar) também são encontradas na Septuaginta.
Apesar de seu significado literal, o diácono não é o único com responsabilidade de ser servidor na igreja. Este papel é de todos que trabalham (servem) na obra do Senhor, seja porteiro, zeladora, cozinheiro, instrumentista. Mas os diáconos têm funções específicas mais relacionadas a necessidades materiais, físicas e logísticas da igreja, mesmo tendo condições de pregar a Palavra.

  1. Chamados para servir – Aproveitando a Santa Ceia Regional desta semana, vamos falar do papel do diácono neste culto, para melhor compreensão geral deste ministério. De acordo com “Manual do Diácono da Assembleia de Deus”:
. o diácono tem uma participação essencial na Santa Ceia pois é o mesmo que tem honra de servir o pão e o suco de uva para os membros presentes. O diácono tem participação antes, durante e após a Santa Ceia do Senhor. Vejamos:
Antes da celebração: arrumar a mesa, encher as taças, preparar o pão e o suco de uva  e preparar a mesa da Santa Ceia do Senhor.
Durante a celebração: Se posicionar em ordem, um ao lado do outro, na nave da igreja, frente ao púlpito, esperando receber das mãos do celebrante, ou a quem o mesmo designar, as bandejas. Recebendo, vai para o último lugar da fila dando lugar papa o próximo da vez. Esperar a ordem do celebrante e, então, começar servindo o pão e depois o vinho, dizendo as seguintes palavras:
O pão: “Tomai e comei! Isto é o meu corpo partido por vós. Fazei isto em memória de mim”.
O vinho: “Disse Jesus: ‘Este cálice é o novo testamento do meu sangue. Fazei isto todas as vezes que beberdes em memória de mim!’”.
Após a celebração: Cabe ao diácono a responsabilidade de tirar a mesa, lavando e guardando todas as peças e separando a ceia para levar para os enfermos que não puderam estar no Templo.
  1. Qualificações – Mesmo não sendo pastor ou presbítero, os diáconos precisam ter sua integridade moral e espiritual reconhecidas. Afinal, as funções podem ser diferentes dos pastores, dos bispos, dos presbíteros mas são as mesmas as responsabilidades de ser um apascentador do rebanho resgatado pelo sangue de Jesus e de sofrer as consequências em caso de provocador de escândalos.

IV – SERVIÇO – RAZÃO DE SER DO MINISTÉRIO
No final das contas, a despeito de tudo que vivemos, estamos todos inseridos num processo que tem por objetivo a conquista da Salvação, a nossa redenção pessoal e a redenção da humanidade, de maneira geral. Desde o pecado de Adão e Eva, independentemente dos prazeres e das dores que experimentamos nesta Terra, tudo converge para o fim que será a definição do destino de cada pessoa: Salvação ou da Condenação Eterna. Assim,  nosso tempo, nossa força física, nossa inteligência, nossos serviços dedicados à igreja visa o cuidado com o rebanho resgatado com o sangue de Cristo e, por fim, a nossa Salvação. Isso é prestação de serviço em prol do Reino dos Céus. Qualquer outra razão, qualquer outra motivação para um pastor ou para um diácono é pura tolice.

  1. O exemplo do Mestre – Jesus, também, foi inserido, por Deus, neste processo. Seu nascimento, sua vida, seu ministério, sua morte ( como homem), sua ressurreição e sua assunção ao céu foi o Plano Perfeito de Deus para a Redenção da Humanidade. Como extensão de Deus e como HOMEM PERFEITO, Ele não teve dificuldade para compreender Seu papel neste Plano, neste processo. Por isso serviu com excelência, com perfeição.

  1. O exemplo de Paulo – Não há segredo para a compreensão da fidelidade, da dedicação, do comprometimento, do cuidado, da honestidade, da coragem, da ousadia empenhadas por Paulo na obra de Deus. A resposta? Paulo era imitador de Jesus. E essa “receita” de sucesso, “sede meus imitadores como, também, eu de Cristo”, ele deu algumas vezes: I Co 4.16, I Co 11.1, Ef 5.1, Fp 3.17, II Ts 3.19.

  1. O exemplo de Timóteo – Aqui compreendemos perfeitamente um dos aspectos da relevância do trabalho de líderes, sejam pastores, bispos, reverendos, presbíteros ou diáconos. Jesus é a referência. Referência pra tudo. Seus ensinamentos, seu exemplo abrange todos os aspectos da vida pessoal, social e ministerial. Ele foi perfeito. Paulo foi seu...imitador. Paulo foi o tutor, o guia espiritual, o pai na fé de Timóteo. Logo, Timóteo foi um... ”pastor exemplar que demonstrou ter um caráter imaculado” que “cuidou da igreja com zelo e não teve medo de se opor aos falsos mestres”.

CONCLUSÃO

É isso! Não tem dificuldade de se compreender a importância do ministério, a importância de se ter compromisso com os princípios de Deus, o porquê de Paulo ter se dedicado com lágrimas durante 3 anos pela igreja de Éfeso, e a importância desta lição para o nosso crescimento e fortalecimento como membros do Corpo de Cristo, como Igreja.

Deus vos abençoe!!!
Superintendência Escola Bíblica Dominical
Daniel Reiner (31) 7365-2005 /// e-mail: reinerfreitas@hotmail.com


EXISTEM PESSOAS QUE SÓ SE REALIZAM PREJUDICANDO OUTRAS PESSOAS. 


“ORAÇÃO E RECOMENDAÇÃO ÀS MULHERES CRISTÃS


ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
SUBSÍDIO LIÇÃO 3, 3º TRIMESTRE
TEMA: “ORAÇÃO E RECOMENDAÇÃO ÀS MULHERES CRISTÃS”


INTRODUÇÃO:
Professores (as), primeiramente asseguremos que todos(as) compreenderam o título da lição. Excepcionalmente, nesta aula trataremos de 2 temas distintos: “Oração” é um e “Recomendação às mulheres cristãs” o outro.  Acredito ser pertinente essa observação; algumas pessoas estão lendo o título como se tratasse de um único assunto, como se a “oração” fosse destinada às mulheres, como se fôssemos tratar da necessidade ou da maneira de se orar pelas mulheres.
Não! Estaremos nos dedicando aos dois assuntos do capítulo 2 da 1º carta de Paulo a Timóteo. Do versículo 1 ao 8, ele fez recomendações quanto à necessidade da oração e do versículo 9 ao 15, Paulo faz recomendações às mulheres de Éfeso.
Mas por que Paulo fez estas recomendações?
Com certeza, a maioria dos alunos da classe compreendem e sabem justificar, sem dificuldades, a importância da oração, independentemente,  da época e das circunstâncias. Mesmo a recomendação de se orar por todos, inclusive inimigos.
O que costuma causar discussões, polêmicas são as recomendações destinadas às mulheres; assunto que será tratado na segunda parte da lição.
Independentemente dos possíveis questionamentos e das prováveis polêmicas posteriores, precisamos, antes, lembrar e/ou esclarecer o porquê de Paulo tratar de tantos assuntos relacionados à Igreja. Lembremos que Paulo escreveu suas cartas (ou livros, ou epístolas como costumamos dizer) a, no máximo, 3 décadas depois da morte, ressurreição e assunção de Jesus. Portanto, era um tempo de início, de estruturação das igrejas. Assim, tudo que dizia respeito à ordem, organização, dogmas, doutrinas, costumes, liturgia ainda estava em fase de ajustes. Como aprendemos na lição passada, todas aquelas regiões onde Evangelho começava a ser pregado, sofria enorme influência do helenismo, do gnosticismo, do judaísmo e outras vãs doutrinas e filosofias. Assim, se fazia necessário o esclarecimento sobre os mais diversos assuntos relacionados ao comportamento dos cristãos e, portanto, organização da igreja.
É neste contexto que Paulo, com conhecimento, sabedoria e autoridade dadas por Deus, se envolvia diretamente em todos os assuntos relacionados a cristãos e igreja como um todo.

I – ORAÇÃO POR TODOS OS HOMENS
Basicamente, podemos compreender “oração” como o ato de se comunicar com Deus. A cada vez que buscamos comunicação com Deus, podemos ter uma motivação diferente; seja louvar, agradecer, interceder por sua própria vida ou a vida de outro. São destas diferenças de motivações, necessidade ou objetivos que o presente tópico trata de esclarecer ou, mais especificamente, de conceitua-las.
Neste tópico podemos ir além dos significados dos termos e lembrarmos algumas referências bíblicas para a importância, necessidade e consequências da oração, seus diversos propósitos, especialmente, a vida do outro.
_ JESUS orou por Ele mesmo, pelos discípulos e por todos que viriam a crer nELe (Jo 17).
_ Tiago, o irmão de Jesus, dedicou as últimas palavras de seu livro à exortações quanto à importância da oração. Vale muito a leitura de Tiago 5.13-20.
Melhor exemplo: _ Jó, sofrendo todas aquelas aflições, teve sua sorte mudada por Deus justamente quando orava por seus amigos (Jó 42.10). Este é um excelente exemplo para compreendermos a importância de orarmos pelos outros. Quem sofria era Jó. Quem precisava de ajuda era Jó. Os três amigos, durante o tempo de aflição de Jó, lançaram palavras contra ele que desagradaram a Deus (Jó 42.7).

II – A SALVAÇÃO DE TODOS
  1. “Que todos se salvem” (v.4) – Eis a justificativa de Paulo para a recomendação de se orar por todos os homens! Aprendemos com Jesus que o resumo da Lei é “amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”. E não pode haver maior prova de amor (de um amor sadio; não doentio, carente, romantizado) que se interessar, desejar a Salvação das pessoas, inclusive pessoas com quem não temos afinidade ou pessoas que se comportam como nossos inimigos.
Professor(a), é fundamental ser enfatizado: Oração, comunicação com Deus em prol da vida de outras pessoas é fundamental para exercício, molde, prova de nosso caráter cristão, fundamental para o fortalecimento espiritual de quem recebe oração, fundamental para o fortalecimento da igreja e, como Paulo exortou, fundamental, inclusive, para o bem social.
Em I Tm 2.2, lemos sua justificativa para a oração pelos reis e demais eminentes: “para que tenhamos uma vida quieta e sossegada, em toda a piedade e honestidade”. E nós, temos orado pelos nossos prefeitos, vereadores, deputados, governador, senadores, juízes, delegados e presidente? Ou temos apenas assumido um ativismo político, desabafado nas redes sociais, participado de manifestações? Ou nem uma coisa nem outra?
Oração, intercessão pela nação é um princípio bíblico, constatado, provado por alguns países. A Colômbia é um ótimo exemplo disso. Procure conhecer os testemunhos de cristãos colombianos e a transformação que Deus promoveu naquele país após a conscientização da importância da oração, da intercessão pela nossa nação. Obviamente, não alcançaremos um patamar de perfeição em nenhum caso. As profecias continuarão se cumprindo e a apostasia, a maldade só aumentará. Mas isso não contradiz em nada nossa perspectiva. Deus tem bênçãos especiais para seus fiéis. E ninguém pode negar que o nosso contexto exige toda nossa dedicação em orações, intercessões pelos nossos líderes e, diretamente, pelo nosso país.

  1. Um árduo trabalho missionário -  O “ide por todo o mundo, pregai o Evangelho a toda a criatura” é responsabilidade de todo(a) cristã(o). Não só dos pastores, como dar a entender o texto da revista. Claro que a carta de Paulo a qual estamos dedicados nesta lição, foi direcionada para o líder, para o pastor Timóteo, mas, faz referências a todas as ovelhas.
Assim, vale a ênfase na dificuldade de se levar a Palavra, de se evangelizar, de se praticar o “Ide”, de ganhar almas. Realmente, não era nada fácil para Paulo, Timóteo e todos os primeiros cristãos que sofriam perseguições, ameaças, eram presos e mortos. O Evangelho, com sua base na figura do Filho de Deus que se fez homem, morreu e ressuscitou era um escândalo naquelas regiões alcançadas por Paulo e os demais apóstolos (como era para o mundo todo). Mas, ao invés de serem apenas ridicularizados ou ignorados, eles eram perseguidos e mortos; isso porque, por onde chegavam, conquistavam seguidores, o que causava alvoroço nos líderes políticos e religiosos das determinadas regiões.
Atualmente, milhares de cristãos passam pelas mesmas aflições de Paulo, sendo perseguidos, ameaçados, presos e mortos em países dominados por comunistas e mulçumanos.
Além destes inimigos declarados do Evangelho e diretamente de Deus, outros inimigos mais sutis têm intimidado cristãos nos últimos tempos. São  ideologias propagadas em todos os possíveis meios e veículos de comunicação que com a força atuante de seus adeptos tem promovida verdadeiras revoluções na sociedade, através da transformação, substituição de antigos valores. Entre esses valores, a noção de “normalidade” para a sexualidade e, consequentemente, do conceito de família e da liberdade religiosa.
Todos esses inimigos precisam ser enfrentados com conhecimento e discernimento para os confrontos teóricos, para estarmos, realmente, preparados para evangelizar, para aplicar a Palavra de Deus contra as justificativas utilizadas para a adesão de princípios contrários aos de Deus. Especialmente, nós brasileiros que ainda não somos impedidos de pregar o Evangelho, devemos ter nosso trabalho como árduo também pela obrigação, pela necessidade de nos prepararam os para “combater o bom combate” com métodos e estratégias eficientes. Pra isso, é fundamental, nos dedicarmos ao conhecimento tanto da Palavra de Deus como das ideologias, dos princípios que norteiam o pensamento e o comportamento de todo tipo de não-convertido.

  1. A melhor recompensa – Mais uma vez, o autor da revista direciona o assunto para os líderes. Aqui não cabe nenhuma defesa dos líderes, pastores das igrejas, até porque, como já ficou claro (espero) a proposta da lição é, mesmo, chamar a atenção de líderes e pastores para a aplicação dos valores cristãos. Mas, em contra-partida, não podemos nos eximir das responsabilidades que assumimos quando nos denominamos cristãos.
Se temos todos responsabilidades, temos todos direito às recompensas. É claro que quando falamos da obra de Deus, logo lembramos das dificuldades, dos dissabores, das aflições, das lutas. Mas isto, além de não pode ser motivo para nosso desânimo, deve ser motivo para nosso fortalecimento, para nossa alegria. Sem demagogia e sem falsa espiritualidade.
Se entendemos bem o que é ser cristão, se entendemos bem o porquê de Jesus ter morrido na cruz, se entendemos bem o porquê da Justiça de Deus de levar uns à Condenação Eterna e outros à Salvação Eterna, não temos dificuldades de compreender que nossa missão é muito prazerosa. Porque enfrentamos, mesmo, um mundo que em toda sua estrutura política e cultural “jaz no maligno”. Mas enquanto estamos aqui na Terra, continuamos sujeitos a dores físicas, a dificuldades emocionais e psíquicas e, portanto, a sofrimentos. Mas, como eu dizia, se entendemos bem o sentido desta vida e o que nos espera no Céu, enfrentamos todas as adversidades com considerável dose de prazer.

  1. Fim do primeiro assunto: Professores(as), chegamos assim ao fim do primeiro assunto da lição. O ideal é que ninguém saia com a impressão de que um assunto é mais importante que o outro. Portanto, encerre enfatize, nesta altura da aula, a importância e a motivação da oração pelos outros. Eu voltaria a este ponto:

“Que todos se salvem” (v.4) – Eis a justificativa de Paulo para a recomendação de se orar por todos os homens! Aprendemos com Jesus que o resumo da Lei é “amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”. E não pode haver maior prova de amor (de um amor sadio; não doentio, carente, romantizado) que se interessar, desejar a Salvação das pessoas, inclusive pessoas com quem não temos afinidade ou pessoas que se comportam como nossos inimigos.




Escola Bíblica Dominical
Daniel Reiner (31) 7365-2005